Esta cidade rançosa estraga-se
Com um azedume que não me desce
Dói saber que ainda estou aqui
Mas é como se não estivesse
Ela me dá o abrigo momentâneo
E o mal que o espírito me adoenta
É como se, sádica, espancasse-o
Com o mesmo gesto que o acalenta
Quero tomar um fôlego de vida
Sacar aquele bilhete só de ida
Entornar muito chá de sumiço
E, vendo as coisas neste estado,
Pergunto a Deus se não é pecado
Querer mais o colapso de tudo isso
21/05/2009
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Um comentário:
A cidade que não dorme
Não te deixa acordar
Em um dia você some
E não sabe onde vai parar
Procurando uma forma de sorrir
Sai em busca de se encontrar
E o bom de poder fugir
É ter para onde voltar
Andando pela estrada
A vida não está parada
E a alma busca liberdade
É quando ela se dá conta
Que o coração enfim encontra
A chamada felicidade
Postar um comentário